Os sons se propagam em linha reta. Se uma onda sonora encontra
um obstáculo, como uma parede, o som pode contornar esse
obstáculo. Sons de baixa freqüência (com elevado
comprimento de onda) tendem a contornar (difração)
mais facilmente os obstáculos do que aqueles de alta freqüência
(sons com freqüências de 2.000 Hz tem baixa difração).
Assim, de modo geral, para impedir a passagem de som, barreiras
podem ser utilizadas perto da fonte ou do receptor, e suas dimensões
devem ser três a cinco vezes o comprimento da onda sonora.
Esse fato explica porque se ouve mais facilmente os sons graves
em salas distantes da fonte sonora (um rádio, por exemplo).
A fala, a música, e os ruídos em geral são
sons complexos, e não sons puros. A maior parte dos sons
são muitos complexos, com diferentes ondas sonoras superpostas.
No caso do ruído de rua, por exemplo, não há
um padrão definido de periodicidade. Não há
diferença, em termos físicos, entre som e ruído.
De modo geral, considera-se como ruído todo som indesejável.
Os principais componentes mensuráveis do som são
a freqüência e a intensidade. A freqüência
é familiar porque é baseada na escala musical, ou
oitava, que é uma escala logarítmica de base 2.
Isso significa que a cada aumento de oitava corresponde uma dobra
da freqüência. Para medir o som utilizamos o decibel
que é simplesmente uma razão de comparação
entre duas pressões sonoras.
Exemplos de Ruídos por Nível de Decibéis
| 1º | SUSSURO | 20dB |
| 2º | TIC-TAC do RELÓGIO | 30dB |
| 3º | LOCAL RESIDENCIAL TRANQUILO | 40dB |
| 4º | CONVERSAÇÃO NORMAL À 1 METRO | 60dB |
| 5º | CARRO À 80 Km/h, à 15 METROS | 70dB |
| 6º | ESCRITÓRIO BARULHENTO | 80dB |
| 7º | CAMINHÃO DÍSEL à 80 Km/h, à 15 METROS | 90dB |
| 8º | PRENSA EXÊNTRICA | 100dB |
| 9º | SERRA DE FITA; ESMERILHADEIRA | 110dB |
| 10º | DINAMÔMETO MOTOR DÍSEL à 1 METRO | 120dB |
| 11º | SIRENE à 2 METROS | 130dB |
| 12º | MOTOR à JATO, à 2 METROS | 140dB |
NR-15 - ANEXO Nº 1 LIMITES DE TOLERÂNCIA
PARA RUÍDO CONTÍNUO OU INTERMITENTE
NÍVEL DE RUÍDO dB (A) PELA
MÁXIMA EXPOSIÇÃO DIÁRIA PERMISSÍVEL
85 dB 8 horas 86 dB 7 horas 87 dB 6 horas 88 dB 5 horas 89 dB 4 horas e 30 minutos 90 dB 4 horas 91 dB 3 horas e 30 minutos 92 dB 3 horas 93 dB 2 horas e 40 minutos 94 dB 2 horas e 15 minutos 95 dB 2 horas 96 dB 1 hora e 45 minutos 98 dB 1 hora e 15 minutos 100 dB 1 hora 102 dB 45 minutos 104 dB 35 minutos 105 dB 30 minutos 106 dB 25 minutos 108 dB 20 minutos 110 dB 15 minutos 112 dB 10 minutos 114 dB 8 minutos 115 dB 7 minutos
Introdução
Os acidentes com produtos perigosos que ocorrem durante
o seu transporte, armazenagem ou manuseio requerem das pessoas,
que possuam contato direto e indireto no processo, conhecimentos
gerais e específicos para evitarem sinistros. Os conhecimentos
gerais incluem simbologia, rotulagem, normas de segurança
genéricas, utilização de EPI´s, em
situações normais de carregamento, transporte, manuseio,
processo de fabricação, armazenamento e estocagem
de produtos. As situações particulares de cada produto
requerem instrução, treinamento em caso de vazamentos
e derrames aliado ao correto uso de EPI´s e ao pronto atendimento
dos procedimentos de segurança no momento do sinistro.
O envolvimento deficiente dos Órgãos Federais, Estaduais
e Municipais, em geral despreparados em termos de recursos materiais
e humanos, faz com que a responsabilidade pelas medidas corretivas
e preventivas seja transferida para a iniciativa privada. Desta
forma, o trabalho e preparo do Engenheiro de Segurança
do Trabalho é fundamental quanto ao transporte e manuseio
de cargas perigosas.
O que são cargas perigosas?
Todo o produto químico, natural ou sintetizado, que
possa apresentar qualquer risco ao ser humano, de forma direta
ou através de impacto no ambiente natural. Enquadram-se
todos os produtos inflamáveis, explosivos, corrosivos,
tóxicos, radioativos em seus três estados físicos
e também produtos químicos que, apesar de não
apresentarem risco iminente, poderão ser incorporados ao
curso de águas ou absorvido pela terra gerando uma carga
poluente. O Quadro apresentado no Anexo 1 mostra a relação
de substâncias perigosas segundo classificação
universal feita pela Organização das Nações
Unidas (ONU).
Enquadramento legal .
A regulamentação do transporte rodoviário,
aéreo, ferroviário ou fluvial de produtos perigosos,
aprovada através do Decreto Nº 96.044 de 18 de maio
de 1988, estabelece através de seus artigos, regras e procedimentos
para o transporte, por via pública, de produto que seja
perigosos ou represente risco para a saúde das pessoas,
para a segurança pública ou para o meio ambiente.
Meios de Transporte.
Para efeitos do enquadramento legal, são considerados como meios de transporte para produtos perigosos:
- Caminhões fechados ou carretas de carroceria de madeira ou tipo baú. - Caminhões ou carretas-tanque de líquidos inflamáveis. - Carretas pressurizadas para o transporte de gases. - Tanques instalados em caminhões, barcas, vagões ferroviários ou navios. - Navios-tanque. - Vagões-tanque. - Containers especiais para o transporte de graneis sólidos ou inflamáveis. - Cilindros para gases. - Transporte aéreo.
Riscos no Transporte.
A intensidade do risco de acidentes está associada a um produto perigoso e dependerá de alguns fatores relacionados com a sua manipulação, transporte, identificação, comunicação e estocagem que podemos estabelecer da seguinte forma:
- Técnicas de transferência - Quantidades transportadas - Técnicas de embalagem, identificação e rotulagem - Compatibilidade com outros produtos transportados em conjunto.
Sem dúvida nenhuma, o maior risco de acidente e suas
conseqüências é o de explosão, cujos
efeitos são sempre imprevisíveis e, na maioria das
vezes, provocam grandes danos ao meio ambiente. A título
de ilustração iremos descrever um acidente com GLP,
para termos uma idéia do impacto ocorrido. Quando um vaso
sob pressão contendo um gás liqüefeito se rompe,
o líquido jorra para o exterior, se vaporiza e, sendo mais
pesado que o ar, forma um colchão sobre o solo. A extensão
deste colchão, para o caso do GLP, pode ser muito grande,
uma vez que o volume do gás é 250 vezes superior
ao do líquido. Atingindo uma mistura com o ar na faixa
de 3 a 6% v/v, na presença de qualquer fonte de ignição,
ocorrerá a explosão deste colchão, em toda
a extensão, com a forma de uma enorme esfera de fogo ascendente,
com uma grande liberação de energia.
Acidentes Típicos no Transporte.
Os acidentes podem ter conseqüências de gravidade
diferenciada, dependendo da forma como é tratado. Alguns
dados da Polícia Rodoviária Federal, nas estradas
de São Paulo, no período de 1992-1994:
Causa e Incidência Percentual
-Pane do veículo com transbordo de carga 52% -Acidente sem vazamento, com transbordo de carga 23% -Acidente com vazamento, sem dano ao ambiente 15% -Acidente com fogo ou explosão 5% -Acidente com vítima por fogo ou explosão 3% -Acidente com vítima por intoxicação 1% -Acidente com contaminação de curso de água 1%
Informações sobre Produtos.
A informação sobre os produtos passa a ter um caráter prioritário para o atendimento de um sinistro envolvendo produtos perigosos. Nos eventos com produtos de alto risco ela deve satisfazer a um elenco de medidas que abrange desde a proteção ao transeunte (e curiosos) até os procedimentos de segurança para manter os vazamentos confinados e sob controle. Atualmente existem os seguintes níveis de informações que, em conjunto, atendem a totalidade das necessidades:
- Painel de segurança - Rótulo de risco - Ficha de emergência do produto - Manual de Emergências - ABIQUIM - Treinamento dos motoristas
A seguir iremos descrever cada um dos níveis de informações:
Painel de Segurança.
Todos os veículos definidos no item Meios de Transporte que estiverem carregando os produtos descritos no Anexo 1, deverão possuir um painel pintado na cor laranja, com números de identificação. Este painel possui 30 x 40 cm.
Nº do Risco Nº da ONU, onde: Nº do Risco - Número formado por 2 ou 3 algarismos de acordo com as tabelas apresentadas no Anexo 2 deste trabalho.
Nº da ONU - cada produto possui uma identificação numérica, internacional, composta de 4 algarismos de acordo com codificação adotada pela ONU.
A relação completa dos produtos cadastrados
encontra-se no Livro de Emergências - ABIQUIM. Este painel
deverá estar afixado no pará-choques dianteiros
e traseiros do veículo transportador, no lado do motorista
e nas laterais do caminhão.
Rótulo de Risco.
Deverão ser afixados em todos os veículos definidos no item Meios de Transporte que estiverem carregando os produtos descritos no Anexo 1, consistindo num losango com dimensões mínimas de 30 x 30 cm, afixados nos dois lados do veículo e na traseira, em local visível.
Os Rótulos de Risco têm prioridade sobre outros
símbolos. Eles contém figuras que identificam pictoricamente
o perigo que cada produto representa, fazendo constar no ângulo
inferior do losango a numeração da classe (ou subclasse)
que pertence o produto, conforme tabela apresentada no Anexo 1.
O Livro de Emergências - ABIQUIM, apresenta todos os Rótulos
de Risco utilizados.
Ficha de Emergência.
A ficha de emergência deverá constar, obrigatoriamente
da documentação do veículo transportador
de cargas perigosas, dento de um Envelope para Transporte. A ficha
constitui-se num conjunto de informações sobre o
produto para o case de manuseio, vazamentos, primeiros socorros,
atendimento a sinistro, etc.
Manual de Emergências - ABIQUIM.
Concebido pelo DOT (Department of Transport - USA), e preparado
e distribuído pela ABIQUIM - Associação Brasileira
das Indústrias Químicas, através da "PRÓ-QUÍMICA"
, este Manual foi desenvolvido para ser usado pelo Corpo de Bombeiros,
Polícia Rodoviária e Equipes de Resgate em sistemas
de prevenção e atendimento de acidentes envolvendo
cargas perigosas. Recomenda-se que todos os profissionais da área
de segurança possuam um exemplar, fornecido gratuitamente
pela ABIQUIM (Rua Santo Antônio, 184 - 18º Andar -
01314 - São Paulo - SP).
Responsabilidades em Caso de Acidentes.
O Capítulo III do Decreto Nº 96.044 de 18 de
maio de 1988, estabelece que, em caso de acidente, avaria ou outro
fato que obrigue a imobilização de veículo
transportador de carga perigosa, as responsabilidades aos diversos
envolvidos com o transporte, enumeradas a seguir:
Condutor adotará as medidas indicadas na Ficha de Emergência,
dando ciência à autoridade policial mais próxima.
Autoridade policial- deverá atender a ocorrência
determinando, em razão da natureza, extensão e características
da emergência, ao Expedidor ou Fabricante do produto a presença
de técnico especializado no local, sob as custas destes.
Fabricante, Expedidor, Transportador e Destinatário - darão
apoio e prestarão esclarecimentos que lhes forem solicitados
pelas Autoridades Públicas. Expedidor ou Fabricante- orientarão
as operações de transbordo em condições
de emergência, se possível com a presença
da Autoridade Pública. O pessoal que atuar nas operações
de transbordo em condições de emergência,
deverá utilizar os equipamentos de manuseio e de proteção
individual recomendados pelo Expedidor ou Fabricante do produto.
No caso de transbordo de produto a granel, o Responsável
pela Operação deverá ter recebido treinamento
específico.
Procedimentos Gerais de Segurança.
Os procedimentos que serão vistos a seguir, salvo indicação em contrário, são aplicáveis ao transporte de produtos de qualquer classe. Eles constituem as precauções mínimas que devem ser observadas para a prevenção de acidentes, bem como para restringir os efeitos de um acidente ou emergência. Além destes procedimentos, devem ser consultados as particularidades aplicáveis a cada classe de produtos. Os procedimentos, portanto, estão relacionados com o ciclo vital de risco dos produtos, e englobam:
- Veículos e equipamentos. - Manuseio e movimentação. - Embalagem e rotulagem.
Veículos e Equipamentos. Qualquer unidade de transporte, se carregada com produtos químicos deve portar os seguintes equipamentos:
· Extintor de incêndio em condições de uso para combate a incêndio em qualquer local do veículo ou da carga transportada. · Reboques com carga, deixados desatrelados em qualquer via pública deverão possuir o mesmo critério de extintor definido acima. · Estojo de ferramentas para reparo do veículo. · Um calço por veículo, apropriado ao seu peso e dimensões de rodas. · Sinalização de segurança diurna e noturna consistindo em cone, triângulo e cordas para isolamento de um raio de, no mínimo, 10 metros do veículo. · Instalações elétricas e sistema de segurança e sinalização obrigatórios que não estejam em condições são fatores proibitivos quanto à circulação do veículo. · Veículos que tenham sido descarregados mas que contenham resíduos de produtos perigosos que apresentam risco potencial estão sujeitos aos mesmos cuidados
Manuseio e movimentação.
Devem ser tomados os seguintes cuidados no acondicionamento, manuseio e movimentação da carga no interior dos veículos:
· As cargas devem ser dispostas de forma que não se movimentem durante o transporte, evitando qualquer choque dos materiais. · Os produtos diferentes devem ser mantidos fisicamente segregados. · Devem ser obedecidos, rigorosamente, os limites de empilhamento. · É proibido a abertura de qualquer embalagem pelo condutor, salvo em situações de emergência para a qual possua treinamento específico. · É proibido fumar ou acender qualquer chama no interior ou próximo do veículo. · Ao estacionar, o condutor deverá evitar a proximidade com locais com chama aberta (fogareiros, por exemplo, para preparo de alimentos). · O Check-List, apresentado no Anexo 3, mostra a preocupação que deve ser assumida durante os procedimentos de descarga (e carga, quando aplicável).
Embalagem - Rotulagem.
Produtos perigosos devem ser acondicionados em embalagens de boa qualidade, de modo a evitar vazamentos em condições normais de transporte, por variações de umidade, temperatura ou pressão. As embalagens deverão atender aos seguintes requisitos:
· Não promover fonte de ignição quando atritadas. · Resistentes a impactos com intensidade igual ao dobro do que suportaria em condições normais de movimentação. · Sem possibilidade de abertura acidental, como por exemplo, com o uso de válvulas tipo esfera que podem ser abertas com facilidade. · Lacradas. · Com indicação de empilhamento, limitações de temperatura, umidade e reatividade com outros produtos.
Atividades de Policiamento Militar.
No trato com cargas perigosas, as atividades deste tipo de autoridade, no âmbito estadual ou federal, classificam-se como:
- Policiamento preventivo. - Escolta - Controle de locais.
Policiamento preventivo.
A fiscalização do transporte será feita através da verificação da documentação exigida pela legislação aplicável, incluindo as normas de segurança manifestas pelo porte dos equipamentos e da sinalização pertinente. A documentação obrigatória atual inclui:
1) Certificado de Capacitação para o transporte de produtos perigosos a granel do veículo e dos equipamentos de segurança, expedido pelo INMETRO ou entidades por ele credenciadas; 2) documento fiscal do produto, contendo as seguintes informações: - nome comercial e nº da ONU (4 algarismos)- classe e subclasse do produto- declaração do expedidor sobre adequação da embalagem e acondicionamento 3) Ficha de emergência e envelope de transporte segundo NBR 7503, NBR 7504 e NBR 8285.
Escolta.
Trata-se de uma operação de acompanhamento
especializado que, de acordo com a legislação vigente,
só ocorrerá quando definido pelo Ministério
dos Transportes a necessidade de medidas de segurança especiais
para transporte rodoviário. O serviço será
promovido, preferencialmente, pelo fabricante ou destinatário
do produto.
Controle dos Locais.
Os controles dos locais só serão efetuados
pela PM quando houver acidentes, avarias ou transbordos.
Jorge Schwarzbach
DEFINIÇÃO:
É um conjunto de normas técnicas referentes a métodos e análises, que possibilitam CERTIFICAR que: determinado PRODUTO - seu carro, seu inseticida, o papel que você usa, entre outros quando da sua PRODUÇÃO, sua DISTRIBUIÇÃO e DESCARTE; e/ou a ORGANIZAÇÃO que o produziu, utilizando um PROCESSO GERENCIAL E TÉCNICO; não proporcionam, ou reduzem ao mínimo, os danos ambientais; estejam de acordo com a LEGISLAÇÃO AMBIENTAL.
A INSTITUIÇÃO NORMATIZADORA do país, ou OUTRA por ela delegada EMITE então: O CERTIFICADO sobre o processo de produção ou O RÓTULO sobre o produto - o SELO VERDE. Este conjunto de normas, ora em estudos, têm abrangência internacional e, segundo os que o propõem, permitirá saber no Brasil, no Egito, ou na Coréia, por exemplo, quais as condições de análise a que foram submetidos os produtos e processos, nos países em que foram emitidos os certificados de qualidade ambiental, como por exemplo no Paraguai, Alemanha, EUA, etc... Estes estudos estão procurando manter as QUALIDADES: (*) ACÚSTICA DO AR, DA ÁGUA, DO SOLO, ENFIM DO MEIO AMBIENTE COMO UM TODO! (*) Em função das pressões das organizações ambientalistas e dos consumidores do primeiro mundo! ÁREAS DE ABRANGÊNCIA DA ISO 14 000 SÃO SEIS AS ÁREAS atualmente estudadas nos SUB-COMITÊS (SC), coordenados pelos institutos de normatização dos países que os sediam.
Podem ser distribuídas em dois blocos de informação:
I. PROCESSO PRODUTIVO ( EMPRESA): SC.
1-SISTEMAS DE GESTÃO AMBIENTAL; estudadas pela Inglaterra -BSL. SC.2-AUDITORIAS AMBIENTAIS; estudadas pela Holanda - NNI;
SC.3-RÓTULOS AMBIENTAIS - SELOS VERDES; estudadas
pela Austrália-SAA;
SC.4-AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO AMBIENTAL; estudadas pelos EUA - ANSI;
SC.5-ANÁLISE DO CICLO DE VIDA; estudadas pela França - AFNOR;
SC.6-TERMOS E DEFINIÇÕES; estudadas pela Noruega - NFS;(para I e II);
E mais uma área estudada em um grupo de trabalho (WORK GROUP): WG -ASPECTOS AMBIENTAIS EM NORMAS E PRODUTOS; estudadas pela Alemanha - DIN;
A série ISO 14000 é um conjunto de normas técnicas referentes a métodos e análises, que possibilita certificar vários produtos e organizações, que estejam de acordo com a legislação ambiental e não produzem danos ao meio ambiente.
Inicialmente, através do conceito qualidade (ISO 9000), a certificação estava diretamente associado às conformidades de especificações do produto. Entretanto, o consumidor passou a ter participação decisiva no processo, exigindo pontualidade de entrega do produto, condições de pagamento, atendimento, entre outros. Assim, o termo qualidade passou a representar a busca da satisfação, não só do consumidor, mas de todos os segmentos sociais e também da excelência organizacional da empresa.
O desenvolvimento das normas internacionais de gestão ambiental (ISO 14000) aponta cada vez mais para uma convergência com o conteúdo da ISO 9000, aproveitando uma experiência de implementação já testada a nível mundial.
A interatividade entre ambiente e qualidade segue uma tendência para a utilização de sistemas integrados de gestão, agrupando outras áreas e aproveitando o esforço das ações em conjunto. Estas normas terão abrangência internacional, permitindo a análise da certificação de qualidade ambiental como padrão geral, pré-determinado.
As 6 áreas de abrangência da ISO 14000 podem ser distribuidas em 2 blocos: o processo produtivo e o produto. As áreas são: sistemas de gestão ambiental, auditorias ambientais, selos verdes, avaliação de desempenho ambiental, análise do ciclo de vida do produto e termos e definições.
Como forma simplificada, a série ISO 14000 pode ser assim resumido: ISO 14001, atribui certificado de qualidade ambiental às empresas; ISO 14004, é um guia de princípios, sistemas e técnicas de suporte para que as empresas possam se enquadrar e, no futuro, conseguir a certificação; ISO 14010 a 14012, são as diretrizes para a auditoria dos métodos produtivos das empresas; ISO14020 a 14024, normatiza objetos, princípios, termos e definições para a rotulagem ambiental; ISO 14040 a 14043, seguindo os padrões da gestão ambiental, define a avaliação do ciclo de vida dos produtos; ISO 14050, estabelece termos e definições, padronizando o vocabulário da gestão ambiental.
Na tentativa de tornar iguais os procedimentos de gerenciamento ambiental que as empresas deverão adotar, várias instituições de normatização reuniram-se em junho passado no Rio de Janeiro, durante a IV Reunião Plenária do Comitê Técnico 207 da Organização Internacional de Padronização (International Standardization Organization - ISO). Como produto, as primeiras normas da série: As ISO 14001 e 14004 que tratam dos sistemas de gestão ambiental e as ISO 14010, 14011 e 14012 que estabelecem regras para as atividades de auditoria ambiental.
Segundo a filosofia internacional, qualquer empresa pode
se candidatar ao selo de qualidade em gestão ambiental,
mesmo que não esteja certificada na ISO 9000. A certificação
é dada por uma instituição normatizadora
nacional ou por outra por ela delegada, emitindo um certificado
para o processo de produção e/ou rótulo,
denominado "selo verde" sobre o produto. Em relação
ao selo verde brasileiro, além de ser uma ferramenta para
a implantação de políticas ambientais pode
ser um excelente veículo de marketing, atribuindo ao produto
uma qualidade a mais. Várias empresas já estão
preparando para se adequarem ao novo sistema de gestão
ambiental, resolvendo seus problemas. Este é um aspecto
positivo no quadro das ações onde o maior beneficiário
é o ambiente. A concientização das empresas,
permite a visualização de uma compatibilidade entre
a atividade industrial com a boa gestão ambiental.
NR-18: "18.1.1 Esta Norma Regulamentadora - NR estabelece
diretrizes de ordem administrativa, de planejamento de organização,
que objetivam a implementação de medidas de controle
e sistemas preventivos de segurança nos processos, nas
condições e no meio ambiente de trabalho na Indústria
de Construção."
O PCMAT, portanto estabelece metas e prioridade nas ações de Prevenção aos Riscos Ambientais na Indústria da Construção Civil e também protege o empregado e o empregador de eventuais riscos de Saúde e Segurança. Como veremos a seguir, selecionamos os principais itens que devem ser conhecidos, bem como o mínimo e indispensável que uma construtora deve saber e aplicar na sua obra. Todas as construtoras com mais de 20 operários, estão obrigadas a elaborarem e a executarem o PCMAT, com o risco de se não cumprirem a Norma, ser aplicada a multa que pode atingir 200 UFIR por funcionário e por infração, podendo culminar com o fechamento da empresa.
O PCMAT deve iniciar com a elaboração de um Mapeamento de Riscos Ambientais, estabelecendo metas, prioridades e formas de ação das operações de combate a esses riscos, visando eliminá-los ou minimizá-los, sempre levando em conta que num ambiente não agressivo, a execução das obras, se dará de forma muito mais competitiva.
- Porque existe uma norma só para a indústria da construção civil? * Baixo nível da mão de obra (alfabetização); * Elevado número de acidentes; * Proviabilidade do local de trabalho; * Dificuldade de medidas de proteção coletivas; * Alta rotatividade de mão de obra. - Medidas de proteção contra quedas na construção: * Ordens de serviço quanto aos procedimentos seguros na execução e instalação das proteções; * Proteção das aberturas em pisos e vãos; * Resistência dos materiais protetores; * Fechamento por meio de tela; * Proteção das periferias; * Sistema guarda-corpo-rodapé ( Sistema GCR - 18.13.5) * Bandejas de proteção.
- Os maiores problemas na construção civil são pela ordem: Quedas, Elevadores e Andaimes.
- Para maior proteção em uma escada por exemplo, utilize sempre entre o corrimão e o guarda-corpo um travessão intermediário.
- Movimentação e Transporte de materiais: * Cuidados especiais em transporte e circulação de materiais de grande dimensão ou por grandes máquina; * Sistema de comunicação operador-operário-pavimentos; * Sinalização e isolamento da área de operação; * Previsão de área e estrutura (base) para instalação de elevadores;
- Na entrada dos elevadores sempre deve ter uma barreira (cancela).
- Precisa-se elevador quando:
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| 07/07/95 | MAIOR QUE 11 | PRIMEIRA | MAIS DE 10 |
| TERCEIRO E QUARTO ANO | MAIOR QUE 9 | SÉTIMA | MAIS QUE 40 |
| MAIOR QUE 1999 | MAIOR QUE 7 | SÉTIMA | MAIS QUE 30 |
- Torre de madeira: tem que ter um engenheiro responsável.
- Andaimes (Jaú) - Cuidados necessários: * Sistema de fixação do andaime; * Sistema de fixação do cabo; * Operação segura: manual de procedimentos; * Check-list de verificação das condições do equipamento e do sistema de sustentação antes de usar; * Uso obrigatório do cinto de segurança.
- Na cadeira suspensa é obrigatório a razão social do fabricante.
- PCMAT - Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria de Construção.
- PCMAT:
| VIGÊNCIA DA NORMA | NÚMERO DE TRABALHADORES |
| Primeiro ano | 99 |
| Segundo ano | 49 |
| Terceiro ano - até Agosto | 19 |
- O PCMAT deve completar a NR-9.
- 18.3.4 Requisitos Básicos: * Projeto de execução da obra. Etapas de execução, prazos previstos; * Planta baixa do canteiro de obra; * Cronograma de execuções físico-finaceiro; * Número de trabalhadores (previsão por etapa de obra); * Em cada etapa de obra: Tipos de máquinas e equipamentos que serão utilizados; * Cronograma de recebimento de materiais. - O PCMAT deverá prever: * Número de trabalhadores por etapa; * Maior número de trabalhadores - Dimensionamento SESMT/CIPA; * Duração da Obra (CIPA); * Local para a instalação: Bancada de armação de ferro, carpintaria, solda... * Estrutura de proteção coletiva; * Especificação de estruturas de madeiras; * Sistema de proteção de incêndios. - Em máquinas e Equipamentos: * Manual de procedimentos; * Check-list de segurança: manutenção, estado de conservação... - Escadas, Rampas e Passarelas: * Previsão de guarda-corpo e rodapé; * Localização da escada; * Não usar tinta; * Madeira de primeira qualidade; * Escada de mão; * Sinalização de advertência; * Preferência: adquirir escadas pré-fabricadas; * Instruções normativas para execução e instalação. - Estruturas Metálicas: * Estudo prévio do local de instalação; * Cuidado com montagem próximas à redes elétricas; * Uso obrigatório de cinto de segurança; * Sistema de amarração do cinto de segurança; * Quando em altura: previsão de piso provisório ou sistema de proteção por redes; * Previsão de fixação prévia das peças a serem soldadas, rebitadas ou parafusadas. - Sinalização de Segurança: * Riscos de passagem (pé-direito reduzido); * Identificar locais com substância tóxicas; * Áreas de transportes; * Locais de apoio do canteiro; * Saídas; * Advertência quanto perigo de contato; * Áreas de vivência. - Itens mais observados na fiscalização de construção civil: * Andaimes: ART ( Dimensionamento e sustentação), Guarda-corpo, Rodapé, Cabos de aço, Tela, Vigas de Sustentação (amarração); * Elevadores: guincho, operador habilitado, cancelas, rampas de acesso; * PCMAT; * Áreas de vivência; * Medidas de proteção contra quedas de altura: vãos nas edificações, proteção de periferias, rodapé, acesso de elevadores, bandejas de proteção; * Proteção de máquinas e equipamentos; * Instalações elétricas; * EPI: cinto de segurança, calçados, capacete; * Organização geral dos serviços: carpintaria, armação de aço. * Registro de emprego ART 41 da CLT.
- Conceito de Situação de risco grave ou iminente: Conseqüências - Embargo (nota de embargo: fecha a obra total ou parcial) ou Interdição (interdita um equipamento ou um serviço).
American Conference of Governmental Industrial Hygienists - ACGIH
American Society of Safet Engineers - ASSE
American Institute of Chemical Engineers - AICHE
American Industrial Hygiene Association - AIHA
National Safety Council - NSC
American Society of Mechanical Engineers - ASME
Environmental Protection Agency - EPA
National Institut for Occup Safety and Health - NIOSH
National Fire Protection Association - NFPA
Occupational Safety and Health Administration - OSHA
Worksafe Australia
National Institute for Working Life - NIWL
Finnish Institute of Occupational Health - FIOH
Canadian Center for Occup Health and Safety - CCOHS
Health and Safety Executive - HSE
Intitution of Occupational Safety and Health - IOSH
British Occup Hygiene Society - BOHS
International Labour Office - ILO (OIT)
World Health Organization - WHO (OMS)
International Agency for Research on Cancer - IARC
International Organization for Standardization - ISO
European Environmental Agency - EEA
European Foundation Improv Working - EFILWC
International Confederation of Free Trade Unions - ICFTU (CIOSL)