A Bandeira Nacional

A bandeira do Brasil foi instituída a 19 de novembro de 1889 por Raimundo Teixeira Mendes e Miguel Lemos, com desenho de Décio Vilares. É o resultado de uma adaptação na tradicional Bandeira do Império Brasileiro.


Apesar de muito se especular, o decreto que originalmente determina os símbolos da nova nação, assinado aos 18 de setembro de 1822, nada oficializa sobre os possíveis significados das formas e cores adotadas. É difundido, todavia, a crença de que, originalmente, a cor verde simbolizava a casa de Bragança, da qual fazia parte D. Pedro I, em referência ao estandarte pessoal de D. Pedro II de Portugal, ao passo que a amarela simbolizava a casa de Habsburgo, da qual fazia parte D. Leopoldina. O losango é um símbolo heráldico ligado ao feminino, reforçando a associação à imperatriz.
A bandeira nacional deve ser hasteada em todos os órgãos públicos, escolas, secretarias de governo, etc. Seu hasteamento deve ser feito pela manhã e a arriação no fim da tarde. A bandeira não pode ficar exposta à noite, a não ser que seja bastante iluminada.

A Divisão Da Bandeira

No dia 24 de novembro de 1889 foi publicado no Diário Oficial, um documento de Teixeira Mendes explicando a criação da bandeira. Esse documento chamado "Apreciação Filosófica" serve de base para qualquer análise que se faça sobre a nossa atual bandeira.


1° Retângulo e Losango: na "apreciação filosófica", Teixeira Mendes não faz uma grande explanação sobre o retângulo verde e o losango amarelo, pois nesse documento ele deixa claro o motivo da permanência do retângulo e do losango: "... o símbolo nacional devia manter do antigo tudo o que pudesse ser conservado, de modo a despertarem na nossa alma o mais ardente culto pela memória de nossos avós."
A única alteração é que o losango não esta inscrito no retângulo, ou seja, o losango não toca os lados do retângulo como na Bandeira Imperial.


2° Esfera: "... tendo no meio a esfera celeste azul...", assim está redigido a parte do decreto que fala sobre umas das inovações da Bandeira Republicana, a esfera celeste azul, representando o céu.
Segundo o próprio Teixeira Mendes, esse símbolo "... lembra naturalmente a fase do Brasil Colônia nas cores azul e branca que matizam a esfera, ao mesmo tempo em que esta recorda o período do Brasil - Reino, por trazer à memória a esfera armilar."


3. Faixa: a esfera celeste azul citada acima é "... atravessada por uma zona branca, em sentido oblíquo e descendente da esquerda para a direita...", assim, com essa descrição podemos ver que a faixa dá ao círculo a perspectiva de uma esfera. Essa zona branca é uma idealização da linha zodiacal.

4. Legenda: escrita na cor verde, a legenda de nossa bandeira, "Ordem e Progresso", é um resumo do lema de Auguste Comte, criador do Positivismo, do qual Teixeira Mendes era adepto.

O lema em sua forma completa é, "O amor por princípio e a ordem por base; o progresso por fim". Assim, o próprio Teixeira Mendes nos diz o significado desse lema: "A nova divisa significa que essa revolução não aboliu simplesmente a monarquia, que ela aspira a fundar uma pátria de verdadeiros irmãos, dando à Ordem e ao Progresso todas as garantias que a história nos demonstra serem necessárias a sua permanente harmonia."

5. Estrelas: "Era preciso figurar um céu idealizado, isto é, compor uma imagem que em nossa mente evocasse o aspecto do nosso céu...", por isso, não devemos ver nessa bandeira o céu como ele realmente se apresenta.

As 21 estrelas (atualmente são 27 estrelas) mostram os aspectos do céu do Rio de Janeiro nas primeiras horas da manhã do dia 15 de novembro de 1889 e representam os Estados e o Município Neutro do Brasil.

Vale lembrar que as estrelas estão posicionadas com estivessem sendo vistas do espaço, e não como se estivessem sendo vistas do planeta Terra. Além disso, as estrelas não estão representadas em suas respectivas grandezas.

As cores da bandeira do Brasil:
A cor verde simboliza as matas, florestas.
A cor amarela simboliza o ouro e as riquezas.
A cor azul simboliza o céu.
O branco simboliza a paz.